O nosso terceiro tema da série “Ideias equivocadas sobre a web para empresas” trata-se de um assunto a primeira vista bobo, porém muito sério e que ocorre com uma certa frequência nas apresentações de propostas para projetos web. Antes de qualquer coisa, peço que desconsiderem se deixamos de citar algumas tecnologias, metodologias ou qualquer informação que poderia, ou mesmo deveria ser mencionadas neste artigo. Também já declaramos que não iremos afirmar neste artigo o que é certo e muito menos o que é errado, iremos somente abrir um ponto para reflexão por parte de você leitor a respeito desse assunto bastante polêmico.

Para iniciar o artigo, apresentamos de uma forma resumida, o conceito de uma agência digital:

Como pode ser visto acima, uma agência digital é uma empresa especializada na prestação de serviços na área de internet, onde estes buscam, através da necessidade do cliente de uma presença digital fortalecida, entregar soluções preocupadas não somente com o aspeto técnico, mas também com a usabilidade, conteúdo e o design da solução. Para cumprir esta definição, esta necessita ter uma equipe com conhecimento interdisciplinar, ou seja, necessita de profissionais com conhecimentos diferentes, adquiridos ao longo de uma carreira, que juntos apresentam o diferencial desejado pelo cliente em sua estratégia digital.

Agora vamos definir o famoso “sobrinho”:

O famoso “Sobrinho” seria uma forma carinhosa de definir aqueles supostos “profissionais” autônomos que, pelo fato de terem realizado alguns cursos iniciantes de webdesigner e que acredita ter o conhecimento necessário para prestar os mesmos serviços de uma agência digital a preços baixos (20% a 40% do valor praticado por uma agência digital) de forma que possa obter experiência as custas de seus clientes, ou mesmo aquele profissional que possui grande experiência em um conhecimento específico que citamos no diagrama da agencia digital e que resolveu ser concorrente de forma autônoma do seu antigo empregador. A grosso modo, podemos definir estes sobrinhos como o “exército de um homem só” onde eles são os consultores de venda, designers, gerente de projetos, programadores, criadores de conteúdo e suporte técnico do seu negócio.

Uma vez apresentados estes dois perfis, perguntamos: Você acredita que uma única pessoa tem capacidade de carregar todo estes conhecimentos? Uma única pessoa seria capaz de fazer o trabalho de todos estes profissionais citados?

Vivemos uma nova realidade onde os profissionais buscam ser “especialistas” em uma determinada área, assunto ou tecnologia. Podemos tranquilamente dizer que acabou a era do generalista. Você já deve ter ouvido bastante o ditado: “Aquele que sabe um pouco de tudo, não é bom em nada”.

Toda empresa busca o crescimento sustentável do seu negócio, posicionando-se em seu mercado com seu diferencia, sua política de trabalho que os tornam “únicos”, garantindo um certo conforto com relação a lucratividade e sustentabilidade da empresa. Outras até são mais ousadas, buscando ser a “melhor” em seu ramo, com serviço e atendimento de ponta. Para alcançar tais posicionamentos, concordamos que estas necessitam de uma apresentação tanto digital quanto presencial diferenciada, onde se destacam suas virtudes e valores, e isto implica em muito estudo e diversas ações para este sucesso. Em outras palavras, demanda-se tempo e dinheiro para talvez você alcançar ou não tal objetivo. Levando em consideração que tanto tempo e dinheiro são recursos altamente escassos e importantes, volto a perguntar: Será que vale a pena querer investir em um indivíduo com conhecimento extremamente limitado para cuidar da sua estratégia de marketing digital, mesmo por um valor bem menor?

Vamos tirar como exemplo as grandes empresas, que investem um grande percentual de seu faturamento em marketing através de campanhas elaboradas por uma agência e sua equipe interna de marketing. Para cada campanha lançada, existe um grande envolvimento de pessoas, pesquisa de mercado, e um orçamento considerável. Da mesma forma acontece no marketing digital. Para qualquer campanha proativa online, necessita-se de uma estratégia e ações, o que irão envolver tempo, pessoas, muita pesquisa e investimento financeiro para obter-se um resultado satisfatório. Agora pensando na pequena empresa, aquela que tem recursos limitados, que ainda não tem um bom posicionamento no mercado ou mesmo não é reconhecida neste.  Será que seria interessante fazer uma campanha através de um prestador de serviço “amador”? será que fazer por fazer uma solução de presença na web não será mais custosa no final em termos de resultados positivos para o seu negócio? Em que situação estaria as grandes empresas se confiassem sua imagem corporativa a um indivíduo destes?

Poderíamos prolongar muitas linhas neste artigo citando diversos pontos com relação ao tema, porém acreditamos que os pontos apresentados são mais que necessários para abrir uma reflexão sobre a importância da boa apresentação da sua imagem perante o seu público-alvo.